Remember
You cant build castles in the sand
Unless they are made of nothing
But sand and water
Disappearing
With wind
And waves
vontades, vertentes, vírgulas
Remember
You cant build castles in the sand
Unless they are made of nothing
But sand and water
Disappearing
With wind
And waves
Quando as coisas acabam, não é no começo o lugar onde dói.
O lugar doído, o corte mais fundo, é o que se queria que fosse e não é nem foi. Parece tão perto.
Mas a verdade é que é um abismo que não enxergamos. Não enxergamos por que não queremos ver com os olhos que temos, mas com os olhos de alguém que não somos, dos vazios que ainda não aprendemos a preencher.
E a verdade é que nos nossos abismos só se preenchem quando nós, em carne, osso e olhos, olhos de verdade, de presente, mergulhamos nele.
Quando você não esquece, quando você sente onde dói, procure o abismo. Visite as ruínas, reconheça os destroços, caminhe em meio aos escombros. Do contrário, você não anda, por que o caminho é somente esse. Se você não vê o abismo, você não atravessa, você não mergulha, você não constrói pontes.
você trouxe o fim de tantas coisas
dentro e fora de mim
o fim do que eu resgatei
ingenuamente
enquanto esperava você
os lugares que visitamos
não existem mais
e as coisas que dissemos
não eram reais
não existe nada
quando não se diz a verdade
mas ao mesmo tempo
sou tão grata
sem você
jamais teria visto
aquela cicatriz
aquele abismo
entre o que eu via
e o que precisava ser visto
nesse abismo
graças a você
eu me joguei
e esse foi o melhor mergulho
na queda livre
aprendi a voar
não quero te dar
uma importância maior
como se faz
quando não se quer perceber
outras coisas
óbvias
nunca gostei de deixar
nada pra depois
mas me acostumei a deixar
tantas coisas pra trás
não é que você
não seja importante
mas o que fomos não era pra ser importante
era pra ser despedida
do que não precisava ficar
pensando bem
viver depende
de dizer adeus
E pensar que
O que eu mais gostava
Era seu olhar
Repare
Não disse seus olhos
Mas o olhar
Ou seus ouvidos
Mas sua escuta
O tempo todo era eu
Você saiu de mim
Sem nunca de verdade entrar
Você nunca foi
Tão água assim
E pensar que
Ver um oceano
Onde não há
É naufragar
Apesar de
Não ter tanta prática
Aprendi muito cedo a nadar
O tempo todo era eu
No fim
Estava certa
Águas rasas
Não servem pra muita coisa
Talvez
Eu não nade
Tão mal assim
é irônico
você decidiu ir
quando voltei aonde
não tinha restado nada
e ninguém mais estava
não sobrou rosto
ou pedra
é como se a cidade inteira
voltasse ao pó
as pessoas são outras
e foram viver
em outro lugar
estar só é um momento
que cai como chuva fina
no dia que não se tem
onde esperar
nada passar
eu andei por essas ruas
e é como se eu
ou você
nunca tivessemos existido
na verdade
nunca existimos
é como se você não tivesse um lugar
passado, presente ou futuro
na verdade
você se comporta
como se não fosse nada
talvez você não seja
coisa alguma
e não tenha restado nada
não quero ser rude
mas me entristece
que essa cidade
e você
eram vivos
e hoje são como
sepulcro
e memórias perdidas
histórias esquecidas
você não é inesquecível
e eu não sei
o que faço aqui
na verdade não existe
caminho de volta
dói
mas na vida
não se pode voltar
só existem pequenos bilhetes
em bolsos antigos
que te fazem lembrar
e se você tiver sorte
sorrir
meu Deus
como é que se pode
não ver nada
nesse mesmo lugar
é como se tudo tivesse sumido
consumido
no que eu não soube olhar
talvez se eu soubesse lembrar
saberia
como eu vim parar aqui
é como se eu já soubesse
e jamais pudesse
imaginar
não é porque não te vejo mais
que estou de outro jeito
as coisas bonitas que vi
em você
são minhas
ainda moram aqui
os meus olhos
são parte de mim
mesmo que um dia tenham
se demorado em você
então talvez eu nunca tenha
visto o que há
de verdade
em você
você não fez o dia nascer
tampouco o sol se por
as luzes continuam acesas
como alguém que me ama
sempre lembra
eu sou o sol
e todo um universo
que ressoa
feliz
as coisas passam
e a minha raiz
está plantada
crescente
olhando pro céu
se afundando na terra
sentindo a chuva
a minha alma é lavada
à noite
quando eu falo sozinha
o que se vê
na verdade
é o que se
se tem
Alcancei o tamanho da paz e posso entregar o que é puro, manso, tenro, sereno.
Como uma casa há pouco arrumada, limpa. Pode- se entrar e sair, sem que se nada se altere. Mesmo que ela tenha te causado a melhor das impressões. Mesmo que seus calçados estejam sujos, mesmo que te falte coragem de entrar.
A casa não é sua. Essa casa foi feita por mim, a mãos que se fecharam, se torceram, se uniram.
Essas paredes desmoronaram mais vezes que posso contar. A estrutura refeita, remoldada, mas a terra é minha e por isso, sou incansável. Muito- talvez tudo- me faltava e eu precisava aprender a morar, a salvar uma vida, ou mais.
Uma casa não pode se erguer, se abrir, se antes não for sagrada. E a casa que chamo de minha, abriga o espírito e a essência de todas as coisas. E o sagrado não se abate, portanto, eu vivo de essências imbatíveis, independente de todas coisas.
O sagrado é manso e humilde e não consegue sozinho, mas é de uma força maior. Força essa que anda, descansa, resplandece, anoitece e amanhece por si só. Eu a conheço de uma forma, forma essa que habita meu lar.
Por isso, no íntimo, essa casa é humilde. A quem for bem-vindo, oferece o cuidado que frutificar. No mais, tem uma fé própria e olha além dos calçados sujos e mentes confusas, pede que esses sejam deixados à porta. A soleira demanda coragem, na entrada um espelho reflete você. Só quem estiver disposto a aprender o caminho consegue chegar.
Por isso que aqui me refaço com todas as coisas e nada fica sujo ou fora do lugar. Algumas coisas quebram e nem sempre tudo se pode remendar. Algumas coisas precisam acabar. Por que eu me lembrei, mesmo com mãos cansadas, de fazer portas e trancas, que fechem bem o que precisa ficar.
Veja, o problema não são seus calçados ou suas coisas fora do lugar, nada disso importa aqui. A casa quer é coragem, segredo, saber o que é sagrado e o que pulsa dentro de você. Eu vejo quem chega, quem se perde no caminho, quem não vê beleza aqui, quem não quer ficar, e quando basta fecho as portas, com chaves de aço, prata, ouro, terra, ferro, fogo, o que houver - nas minhas mãos, repare quantas coisas carrego nas mãos. E a casa uma vez trancada, permanece do mesmo jeito.
Entreguei algo com esmero e gentileza, e você não pôde ficar. Isso não muda a verdade ou o que aqui está. Essa casa habita em mim e precisa continuar. O que mora aqui é o que existe para dar. A porta se fecha em zelo, em tempo de resguardar.
"A alegria, como eu lhe chamo, é parte do minúsculo do imprevisível. Um pequeno martelo de luz golpeando o bronze do real. Eu sei, no momento em que parece que a vida está em paz, que tudo está apenas esperando. Está em suspenso, prestes a se transformar. A alegria não é calma, é um golpe, e o momento da paz é a espera do que vai acontecer. Esse golpe de luz atinge o real e o transforma em outra coisa. Nada mais é o mesmo."
To love a wild feminine isnt for the faint hearted.
The world murmurs about the divine feminine - soft, gentle, healing.
But I am in awe of the wild feminine. The one who doesnt just soothe you - doesnt just love you.
She unveils you. Se undresses your soul. She ruins you for anything ordinary and lukewarm...
The wild feminine is a storm dressed in soft red silk. She is a prayer of the full moon.
You cannot tame her.
You cannot own her.
She will not shrink for your comfort.
Do not step closer if you fear thunderstorms. Do not enter her ocean if you only want shallow waters,
Do not call her too much whe she was never meant to be less.
You already knew what she was. You just thought she would soften for you.
She wont.
She is the ache you will never forget.
She is the kiss that rewrites your destiny.
She is the mantra you hear in the meditation.
She is the ice melting on your spine in the heat of the summer.
Once you taste her, nothing after will ever taste the same.
The wild feminine doesnt chase. She attracts.
She doesnt beg. She invokes.
She is an initiation, not a convenience.
To love a wild feminine is not for the faint-hearted.
It will crack you open.
It will dismantle you.
It will strip away everything you false.
To love a wild feminine is to enter a sacred rebellion.
A love. A meditation, A death. A rebirth.
If you find her,
dont analyze her.
Honor her.
Hold her.
Stand beside her.
Or walk away.
Because only a rooted masculine, unafraid to meet the divine in the eyes of the feminine, can truly show up for the Wild Feminine.
The Wild Feminine is a paradox.
She isnt meant to be analyzed.
She isnt meant to be dissected.
She is meant to be felt.
To be revered.
To be worshiped - not in temples, but in the very breath of existence.
Because the wild feminine is not just a woman
She is the mountain in cannot not conquer.
She is the ocean that refuses to be owned.
She is the storm that answers to no one.
She is everywhere.
In the fire in your lover's eyes.
In the stillness before the monsoon.
In the scent of earth after the first rain.
The wild feminine does not need to be found.
She never left.
She is waiting for those who can witness her, hold her, meet her.
And if you cannot, she will pass through you like a dream you will never touch again.
comecei a ler textos antigos
escrevi tanto
que não tive tempo
de terminar
mas a verdade
é que só escrevo
quando me sinto só
o problema
é que
eu poderia escrever
pra sempre
você está de joelhos
no meio da noite
dizendo uma prece
e ouvindo uma voz
preciso de te contar um segredo
você não tem escolha
sei como você se sente
você não está caindo
não peça ajuda
comece a rezar
aquele lugar que você sonha
não existe
a não ser que você ande até lá
ninguém vai chamar seu nome
até que você diga qual é
levanta e anda
com seu próprio rito
sua própria fé
peça ajuda
aos próprios sonhos
faça uma prece
a quem já não está mais aqui
se quebre em mil pedaços
até que você entenda
o segredo
esse homem não existe
por que nenhum deles
é bom assim
o que você vê
são seus olhos na água
mergulha
e aprende a nadar
quebra o vidro do espelho
e reflete a sua força
por pior que seja
naufragar
é habitar
as profundezas de si
você pode ser
história
ferrugem
perdida no mar
mas continua a respirar
quem sabe nadar
está na superfície
só habita oceano
quem se deixa afogar
sabe aquele tempo
em que se pode ter lar
simplesmente estar
eu nunca morei lá
é como se me faltasse
uma parte que constrói
todas as outras
não sei se tenho chances
de estar perto de casa
se nunca sei o caminho
também não quero precisar
de uma mão junto a minha
por mais doce que seja
caminhar ao seu lado
me faz esquecer de andar
sinto raiva
das minhas pernas bambas
como pode alguém crescer tanto
e a essa hora
querer andar sem ninguém
pois veja
falava de dar as mãos
e acabei lembrando das pernas
como sempre
atropelada
dê as coisas
a importância que tem
que conseguem deter
não falo de pessoas
homens
muito menos
raros nos despertam
algum tipo de força
diferente da que fazemos
todos os dias
o que eu quero dizer
é que como o sol
você deve nascer e se por
sozinha
todos os dias
até que
por força maior
atraso
coincidência
ou maldição
desperte atrasada
você sabe andar só
sorria
enquanto aprende
que andar junto
é se atrasar
as vezes você tem pressa demais
e uma parte boa da vida
acontece devagar
eu sei que o ritmo é uma mulher
mas esse corpo vai precisar de um espaço
talvez com tempo
alguém consiga ocupar
eu não te digo vá devagar
já aprendi a lição
eu te digo vá
e não pare
corra
e dance a noite toda
até que possa descansar seus pés
tirar os sapatos
e deitar
ao lado de quem não se assuste
e não deixe de arder
você vai continuar sendo
essa força da natureza
trovão
silêncio
nascer do sol
mas você aprende
a aquietar
aquele cheiro de chuva
o arco-íris de quem faz as pazes
e acorda melhor no dia seguinte
esqueci o principal
não se importe demais
com as coisas que passam
você acordou de muitas noites ruins
pra ficar sem dormir
acorda
e sobe as escadas
talvez alguém tenha força
e te encontre
na torre que é
ser você
mas não se esqueça
não suba tanto
não suba tão só
que ninguém possa alcançar
aquela brecha
é só pra quem a encontrar
por isso esse lembrete
desmorone
mas não ceda
saiba quando parar
entregue um tanto de si
como quem trava uma guerra
somente deixe levarem de ti
a parte que couber
cuide que seja justa qualquer trégua
sem perder ou ganhar
até que haja paz
seja eterna
minta
seja sua
dê a tudo e todos
a importância
de vir depois
um velho lugar
que sempre é o mesmo
as ondas ainda quebram
o mesmo mar
reflete
revolve
mas agora
nos seus olhos
pela primeira vez
o medo
um pedaço meu
de fora
e ainda assim
seus olhos
como esse velho mar
reviram tudo
e se você escutar demais
tragar meus amores
se você for de verdade
uma trégua
e eu não souber ganhar
ou se o seu cuidado
for como os outros naufrágios
um mergulho em paz
talvez traga a tona
o que houver
conchas antigas
com os segredos
guardados em mim
essas sete chaves
tem motivo de ser
são coisas antigas na areia
profundezas guardadas
as minhas criaturas
e não seria justo
se você soubesse nadar
quebrasse as ondas
e monstros em mim
se não fosse ficar
Missing you
everythings tainted
by the long lost gone
touch of my
perverse
abstract
memories
there is this strange pleasure
in being alone
that moment you know
for sure
that no ones coming
no ones ever knocking on your door
or making you a surprise
no stranger bearing gifts
just a lullaby playing
over and over
inside you ears
as if to remind you
its all wrong
the memories
the song
when all you love most
has made you mad
the ink runs over my skin
washes the house in black
back to the days
i lied in the dark
i just knew
there would be no time
no truce
nothing left to start
i could run
or learn to play the piano
or have many more man
and continue to always be
the one who leaves
but nothing sufices
what is lost
what is hidious
in between
always
where i once was
i cant seem to truly go
anywhere
A robe by the chair
To me
You were many things
None but a dream
To think I could yearn
To think I would get
To keep
Anything
To me you were many colors
And I
In my many shades
Of yesterday
Was never colorful
When the end begun
We had to sit through
The last of our many
Many goodbyes
I can only hope
For forgiveness
For Ive only known
One way to leave
To think we could
Live forever
Somehow
Gave my bare soul
Strength to go
It might have been
A crushing departure
But there was no place
Left to go
Between your arms
And my ways
To us
Maybe there ll always be
Some sort of beauty
Calling
Do not despair
Somethings can only
remain
O brilho do fogo
Acorda os tambores
Hoje
Arde o que veio antes
Até não restar nada
Ontem
Eu era o estrondo
O escuro
Em comunhão
Cortando o céu
Ruía o ouvido
Despido o espírito
Os meus demônios
Expurgos
Dançam do outro lado
Do mato
Fértil
Da mente
Todo esse céu
É raio
E me parte inteira
É noite de adeus
Some can only shred
Some know only how too bleed
É um sonho
Dizia a minha voz
Sempre grave
Em tom escuro
Minha pele era feita de aço
Meus olhos, enfeites
Mas da boca escorre
O mesmo veneno
Eu caía
As coisas que eu tinha
Tão pouco
As mãos compridas
Como tentassem ficar
Se você deixasse
Eu sempre iria te machucar
Antes que eu acordasse
Meu peito era ar
Esvanecia
Eu te disse
Prometo não demorar
Depressa
É só um sonho
All around was water
I let myself drift away
Your eyes nothing but a memory
Staring me like all the shades of blue
Our love
Torments the sea
There was no place I could not find you
Nowhere I didnt see you
Maybe the flood
Was supposed to save me
From all I’ve seen
And heard from love
There are always so many things
Ahead of us
I kept swimming
Through the never-ending storm
Against all reason
Maybe the sea
Was meant to save you too
A memória vem
Feito enchente
Esqueci de viver
Depois de você
Às margens do rio
Uma alma torpe
Diz adeus
Na ânsia do encontrar
A minha palavra se desfaz
Negra
Banhada em prata
Insolente
Calada
Escuto
O que implora
E a culpa dessa promessa
É minha
Se eu pudesse
Cada pedaço são
Seria algo dado
E todo outro eu
Seria algo que importa
Mas a minha voz
Sabe uma ciência
E quer falar de amor
Irremediável
Queria dizer
Melhor
Ser além
Desse mesmo antigo mal estar
Que iguala os rostos
E mata o corpo
Um dia de cada vez
De um poder pequeno
Vulgar
Tão cansado
De perecer
Mesmo os dias
Mais distantes
Dos outros
Mesmo com saídas
Não encontradas
E encontros
Talvez em vão
Se confia no ter
Naquele terço da palavra
Existe sempre um dizer que fica
Sou eu esta parte
Desbotada
Amanhecida
Vívida
O despertar da voz
Sou do que fizer meu querer
Querer ficar
E talvez eu vá um dia aprender
Que o meu sorriso cabe
Em coisas inteiras
De tamanhos iguais
E cores diferentes
Você sabe
Que me lembro de você
E talvez por um acaso
Você vá entender
Tarde demais
Que a lembrança é a alma
De todas as coisas vivas
Tentando contar uma história
E viver um tempo mais
Por mais que o medo
Seja às vezes
Uma maneira de parar
A batida no peito
Permanece
E talvez o destino
Se encarregue
De qualquer jeito
E nenhum de nós aprenda
Na verdade
O quanto cabe
No espaço de viver
I can see the truth
As well in the shadows
As well in your eyes
Full of sorrows
Like a mad song
Played out of love
For goodbyes
Does it set you free to run?
Can you taste
The fear in your words?
And while you write
The same old story
Getting ready to leave
Refusing to see
That no one can save you
From where you've hidden
Always on the edge
Of daring to move
No one can finish
All the things you've started
I can see the truth
Though I cannot see you
Se eu contasse em segredo
Que acredito em cada palavra
E mantenho as luzes acesas
E te pedisse que esperasse
Até que pudesse ficar
Contasse a verdade
E desvendasse um caminho?
Talvez a casa seja antiga
E ecoe
Algumas memórias amargas
Mas e se eu dissesse
Que não é preciso ir?
Talvez nesses vultos
De dúvida e tempo
A resposta seria
A mesma
Ausência
Não há casa
Nem voz
Tampouco caminho
Mas e se não fosse preciso
Palavra ou teto
E eu pedisse somente
aonde morar?
It sets you free
And adresses you
In the most suspicious details
As if almost asking you
To stay
What is given
Remains
As a triumph
After lifes are lost
Cause your life is the price
When
Everything changes
It blinds you
For whatever else
Out there watching
Your eyes
Are no longer the same
Once they have taken forever
Saying goodbye
I've searched
Through the fields of emptyness
And the sorrows of yesterday
What longed to be found
The light that does not fade
When my eyes
Gazed upon
What you had become
I knew
That nothing ever stays the same
For everything keeps changing
While I wait for you
I know
I have always been waiting
For the day
My eyes would look
Into their own soul
For I have found you
And everything else
Knows
where is
the window to the soul
ancient light
amongst the maps
of long lost secrets
and acient hidden treasures
what is
the language of memory
betrayed by fear
bewitched by love
between the depth of what remains
and the death of what must die
we are cold
corageous liers
setting fire
to all beautiful things
for we do not only see
but consume all
sacred things
untill nothing is left
in essence
in beauty
in us
The things I've truthly loved
And lost along the way
No
I never got them back
And still
They find their way back
In the most perfect silent
And complete abscense
Maybe they are not
Completely gone
Otherwise I could be
Crossing some holy line
It's all gone
Everything's been missing
Ever since the beggining
And there is this attempt
Holding on
To whatever stands still
The answer is no
I have never gotten back
What I lost in this land
Of all the things I love
Os murmúrios do fim da tarde
Continuam
Assim como as manhãs
E tudo mais
Lembrando você
Os meus lembretes erráticos
Duvidam de si
Como quem enlouquece
Eu não sei o que dizer
Se é loucura
Ou recusa
O que se aceitou
Uma ideia mais viva
Um último sonho
O assovio da chuva
O frio da viagem
Um retrato que não envelhece
Uma prece religiosa
Juro não me entregar
Mas prometo a rendição
Enquanto esse espaço ocupado
Viver de volta
E eu tiver de existir
Love is easy
When you're always leaving
And if every little reason
Does not hurt
Hard enough
And if within every hour
The wound won't bleed
As red as it takes
for you to run
Then it's clear
And sour as pain
If it doesn't burn
Then love is easy
If you're healing
there is no feeling
They've asked me before
What it is that frightens me
And won't let me stay
I stood in silence
For what I fear most
Belongs as deep
As all I know
It is not the unknown
The abscense of light
Or air
Whether it's dark or dangerous
As I kept the winding truth
To myself
I saw once more
What can't be told
Since no voice
Speaks such language
What was never said
The last time I saw you go
The faith in every loss
And all that stays behind
The way I've always let go
Or the depth within my soul
As I watched you do the same
My speech was bold
As I said
"I'm afraid of getting old
And still
Pale and scattered"
But I knew
Time has only scared me
Once before
Since this sacred acient idea
Started seeing me cry
And whisper through the night
What if this is the end
Nasci no dia errado
E a vida veio depois
Sucessiva
Desordenada
Se o que se prolonga
Tivesse acabado cedo
E o caos exato
Não durasse mais
Que qualquer verdade conhecida
Eu suportaria muito menos
Se os golpes fossem
Apenas vento
As portas não bateriam tão forte
E o escuro
Fosse somente a noite
Talvez eu estivesse mais longe
Mas nessa exatidão
Do que nunca acontece
O caminho é de pedra
E o breu é de ausência
Mais que muito
A única brisa
Embalando o caos
É uma prece sem fim
Desde o dia em que o erro
Falou primeiro
E o presente dado
Era o jeito
Teimoso
Com que a vida insistia
E dessa briga
Da mão espalmada forte
Queimando o rosto
(O mesmo rosto no mesmo corpo
deitado, úmido e nostálgico)
Dessa linha torta
Levando a lugar nenhum
Saí
E talvez até agora
A ideia de viver
Tenha passado distante
Mas a marca da mão
E das horas perdidas
Ainda habita o rosto
E apesar do horário
Não fazer nada além
De promessas
Esse nascer continua
E retorna
Ao começo
De todos os erros
Os dias tornam a crescer
E as noites curtas demais
Reaparecem
Nessa antiga ausência
Desde o último sol que se pôs
Se eu dissesse quando
Jamais diria agora
Mas o nome
O calor
E o suor
Vem a noite
E durante o dia
Em sonho
Como o diabo
Atentando a mente
Ateando fogo
Ao que já não sabe queimar
Os corpos
E o que houve
Ecoam
Que diabos
É esse tempo
Que não passa
E essa paixão
Que nada mais é
Além de história
Mal contada
E vivida
Covarde e vadia
Pequena
Sem fim
De repente a volta
Se dá num segundo
Em outras ideias
Como um vício
Os passos, as mãos
As roupas no chão
Noites torpes em claro
E se eu dissesse quando
Tudo mais calaria
E de todas as perdas
Pouco importa a solidão
Na lei sem nome
Do que nunca se explica
Não é precisa
A razão em viver
A vida é uma ordem
Quase nunca seguida
O que procuro
Por onde ando
Simplesmente não é
Certo ou errado
Mas jaz em segredo
Talvez o perdão
Seja tão sagrado
Que nunca tenha habitado
Nossos sonhos perdidos
E almas pesadas
E se os vazios e sombras
Forem eternamente desmedidos
E o amor não vier mais uma vez?
Não é mistério
A partida ou a saudade
Ou amar um homem
Que sequer homem é
E prova ser impossível ficar
Por equações sem encanto
Nos delírios do seu medo
nunca desfaz as malas
Não é surpresa
Que o amor seja
A boa e velha passagem
Do embarque de amanhã
Quando a história na verdade
Era sobre perder a viagem
It feels like I'm not
Interested at all
In a life that is not
Surrounded by loving you
Outside the passion
And the warmth
Revolving the past
I have become blind
I'm religiously passionate
And unbelievably blind
I am forever lost
Where the secret lies
Thats the place
Hearts keep coming back to
They plead forgivennes
And swear to remember
All I do
Is beg for a reason
Why I keep seeing your eyes
It doesnt matter
That one of us is long gone
And my heart and soul
Are miles away
From running to you
I come home
Whenever possible
And every part of this room
Cries along my craving
Cause I cant keep living
Inside you
Within memory
Within loss
We keep on grieving
And refusing whatever is left
Chained
Like locks
Not meant to be open
And although I love you
Beyond my screaming
My words cant reach
Your eyes cant seek
So there is nothing else
Although there is love
Even so
Despair goes by
Every blink of my eye
There are seconds
When unique parts of you
Walk through this doors
Take my hand
And we walk in silence
So quiet
Sound asleep
There is nothing left for us
No air
Or hands
Not even our precious words
Although you are here
And I cannot be elsewhere
Neither feel something
Other than this eye opening
Everlasting despair
Minhas palavras resignadas
Com todo o resto que cedeu
Nessa estrada levando
Os passos e a razão
Algumas lutas
São feitas de um corpo só
Mas dessa vez
Meu corpo é deitado
O rosto contra o chão
seu delírio contra o meu
A mesma velha prisão
Se alguém estiver acordado
Vendo o tempo passar
E o silêncio arrancar
Qualquer bocado são
Se a sua coragem fosse força
Ou o seu desejo fosse chão
As pernas correriam
Mas existe prudência
Existe razão
Essa luta
De todas as outras
Se extende pelas curvas
Da minha recusa
E incansável solidão
O que é só não recomeça
Tampouco extingue
A memória viva
A antiga agonia
Sensatez e exaustão
Despeço-me
Do outro lado
Os seus passos serão segredo
E talvez a vida
Não seja de novo
Um mundo em chamas
Rompendo em idéias demais
Mas a marca do que é são
Não dura tanto assim
Quanto o grito que ecoa
E pede por muito
Pouco
Por algo a mais
Reina o meu silêncio
Enquanto não ruirem as paredes
Querer é desejo uníssono
Fôlego em alto mar
É perda do sentido
E primórdio
Reina a minha distância
Enquanto o querer for memória
E não implorar por mais
Enquanto os joelhos não dobram
E o grito não sai
No use in sorrow
In rembering what is lost
All that resembles
All perfect things
Lie awake
For they are never given
And foverer taken
They say
Better days
Are about to come
But no living soul
Wants to talk about
The unreal tomorrow
For the better days
Have gone by
While we were
Incredibly lost
In one another arms
Throughout the nights
In some other time
I wanna talk about
The one thing I know
And lies awake
Inside the yesterdays
Irremediably fading
Nobody wants to move
For somewhere
In memory and time
One thing always remains
And no time
Can take away
Não é fácil assistir você virar passado, deixar sumirem um a um, todos os resquícios. Enquanto eu for boa com as palavras, talvez encontre uma definição para a agonia de não agarrar qualquer memória desesperada e ficar, um jeito de explicar como eu só sei ceder frente a tudo que desapareceu. O quarto fechado não me esconde mais.
Talvez não seja a hora de falar, desistir ou tentar, só o silêncio parece certo. Só o que some parece trazer paz. Tudo o que resistia cede lugar - querer, teimar, voltar. Nada mais merece um olhar, nada mais pede tempo e tampouco vai esperar. O escarcéu silencia deixando pra trás uma bagunça imensa, pacata - o depois não é infinito, afinal. Sei que o desfile passou, que as coisas seguem espalhadas pelo chão e a banda toca em algum canto da cidade, mas meus olhos e ouvidos sabem-se sãos, sabem-se úteis - e de tão conscientes, olham algo mais.
Numa cadeira de balanço
A tarde passa
E você ainda fala
Alguma música antiga
Lembra
Não poder esperar
O Silêncio certeiro
A pontaria grosseira
Um dia que nunca chega
Um retrato de nós dois
O mesmo encanto
Do que teima
E não dissipa
A mesma manhã mal dormida
Em recomeçar
O cansaço na pele
A ânsia nos olhos
Orbitando o amargor
De quem deixa de aguardar
Nem tudo floresce
Paciência
Nomear o que continua
No sono
Na tarde calma
E esfria como o vento
É inútil como o futuro
Alguns amores
Não inspiram
E algumas portas não fecham
De tantos os defeitos
O mundo segue
E os corpos padecem
Outras coisas morrem
Paciência
E então estou só
Em todos os mundos
De não pertencer
Nem às escolhas feitas
Nem ao que se nega
Ou se busca no desespero
Do próprio caminhar
O meu querer é sem medo
E não é páreo
A minha alma não oscila
Entre o que fica
Estou só
E sempre
Indo
As minhas ilusões
Nunca foram verdade
Ou se tornaram outra coisa
Além do que me guiava
Pra longe daqui
Querer ficar não basta
E o que espera
Pelo meio do caminho
É o mesmo e velho pavor
Parado na estrada
Nesse vendaval
Assombrando cada passo
Uma voz dispara
E eu nunca soube nada
Além de viver em qualquer lugar
E o céu que escurece
Também diz
Do que eu não sei
E do que vem
Como se eu pudesse esperar
A minha ideia
Não é real
A minha tristeza
é a pedra no chão
E não impede o caminho
O medo colide contra as estrelas
O meu céu sempre cai
Já esperei por tantas coisas
hoje me contento
com o silêncio
de todas as coisas
claras
e óbvias
já esperei por manhãs como outras
e noites estarrecidas
por uma vida esparramada
nos braços de sempre
mas sei que a felicidade é um lapso
e um segundo que sempre passa
o resto é esse viver ingrato
essa ânsia sem rumo
hoje eu me contento
e posso repetir mil vezes
estou a salvo
e ninguém me salvou
quero meus lábios calmos
e meus passos na beira
e as vezes
esse destino sangra
e quando chove
a minha janela desenha você
dentre tudo o que foi perdido
descanso o meu olhar
faço as pazes
com as cartas sob a mesa
talvez eu tenha tido sorte
ou perdido o jogo
talvez eu viva pela metade
depois das histórias curtas
Já falei sem parar
sobre o que segue
e me vicia
entornando tudo que vejo
num rio correndo depressa
mas depois dessa agonia
abandonei a pressa
e não falo mais de nada
a beira do rio, da estrada
dos olhos que fecham
agora
sobrevivo de ouvir
entrego os dias
a rendição é simples
eu preciso escutar
plantei alguns segredos
e esperei em silêncio
uma flor que nasce invisível
e brilha ao luar
falo uma língua
noite adentro
que desponta a corrente
e flui em prata
amanhece perdida
e repousa em mistério
agora digo
meu mais longo adeus
e misturo tudo a essa palavra
como se não houvessem outras
mas peço a mim mesma
que não esqueça
do som da noite
e do céu
vindo abaixo
agora sei de cada parte
que imagina o retorno
mas que precisa lembrar
das duas beiras do rio
e da floresta que encontra
todas as coisas perdidas
não posso mais ver
o seu rosto do outro lado
e nessa hora
em que tudo fala
é a única
em que eu nada quero ouvir
nesses tempos exatos
das minhas profecias
plantei algumas memórias
e já não posso
colher o que nasce
enquanto houver você
Talvez o que eu esteja tentando dizer esse tempo todo é que falhei. Não é mistério algum esse enorme desastre. Falhei como julgava inaceitável, como qualquer versão minha jamais perdoaria. É possível entender o tamanho da falha quando ela é infinitamente maior do que qualquer outra possibilidade ruim que já se tenha enxergado.
Posso chamar de queda, de perda, de inconsciência, confusão ou qualquer outro rótulo e esse batismo continuaria sendo surreal. Nada remete exatamente ao tamanho dessa catástrofe, tão irreverente e sem precedentes. Foi uma porrada ignorante, foi o produto mais bruto que a vida já me ofereceu, um tombo desmedido que me fez desaprender a andar, um momento maldito que não quero lembrar e não posso nunca mais esquecer. Talvez eu só precisasse assumir o quanto errei, sem pedir perdão, falar sobre qual lição valiosa aprendi ou sobre como me tornei uma pessoa melhor.
Hoje só preciso me jogar e vislumbrar o que eu fiz, o quão longe eu fui e em que diabos eu estava pensando. Questionar se realmente sou algo além dessa cratera no chão da sala, se resolvo mergulhar nela ou se sumo daqui. Quero descobrir do que sou feita, quero esse amargo amargando o gosto de qualquer comida quando eu tiver fome, de qualquer desejo quando eu amar, até que eu não seja nada além desse caos e meus erros e eu sejamos um misto de tudo que é pior em nós.
Almejo um abraço do fim sem promessa alguma de um recomeço e rejeito com todas as minhas forças o que vier depois, porque quebrar por inteiro vai muito além de se desfazer e indefinidamente continuo aqui, porque essa falha é do tamanho da minha vida toda e eu preciso viver.