não havia muita beleza
pelo caminho
mas quando cheguei
tudo parecia bonito
e esquecido na noite
como um corredor
de fotografias
flores secas em livros
e poeira ao sol
viagens ensinam
que tudo deve envelhecer
a idade não é segredo algum
mas a espera
essa sim é uma arte
atravessa qualquer rua
destrói cada alma jovem
e qualquer coração
que vá depressa demais
e nesse cruzar
de almas e vazios
a espera mancha o sorriso
e estende um pano branco
que sempre muda de cor
eu sei
sei que explico muito
e sempre narro
o mesmo falar de adeus
queria um aviso
com todas as letras
e acabei estendendo
meus próprios soluços
peço perdão
pela batalha vencida
pela minha crença teimosa
e minha assinatura suspeita
mas preciso saber as horas
e a minha história
carece de ponteiros
e de começos
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