“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

majestade

o sentido
em caminhar de verdade
nem sempre é presente
nem sempre é linha reta

mas por curvas e lástimas
há ainda o alívio
daquele algo que persiste

e a calmaria
em caminhar pelo conforto
nem sempre mente
mas o atalho esconde partes
de uma estrada inquieta
em que é preciso se encontrar

é preciso se perder
no que habita o breu
no que consiste o limbo
em cada erro

encontrar na inconstância
o eixo das memórias
a certeza dos reparos

quando se caminha de verdade
o medo é absoluto
a dúvida é lei
a dor, constante
a chegada não existe

tampouco existe a coroa
de quem reina sobre si
resta o olhar obstinado
a nunca obedecer

vencer a estrada
é ainda pisar a beira
do abismo em que se mora
com a certeza de nunca ceder

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

control is out of us

And at the end of the day, we either get softer or harder. There are people taking over, and the corners of our lifes are so mixed they don't even seem ours anymore.
There is so much letting go and starting over to feel worthy of the time we were given, to feel proud to chase after yourself - proud to stand where so many others do not.

The fact is that by the end of the day, we get to count on our own - to trust ourselves to survive.
There is room, after all. We're given tomorrow.