“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 7 de abril de 2012

sou eu
o dia
a noite
o medo
a estrada
[sou eu]
os passos
a ideia
viva
a madrugada
inteira

[sou eu]
dúvida
ainda



domingo, 1 de abril de 2012

ainda nada

escrito na areia
a onda mancha

sobre a areia
a onda traga

jogado na beira
a onda leva

repetir
como o vento deitando no mar

encontrar
como a onda pertence ao mar

direito

há tempo
e não se pode falar
do que é vazio e não dissipa

entra
acende a luz
não prometer e esperar
caminho longo demais

antiga a solucão
o problema persiste
entra e fecha a porta
não explicar e demorar
o silencio é pesado

e eu quero ficar