“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

tenho amor a vida
e não deveria
amor a nós
a Deus
abismo

a tristeza não é o apego
a dor não é a morte
tristeza é a dor viva
os olhos no chão
a gente toda
indo a lugar algum

em vão
os passos
o caminho
que importa?
que importa teu corpo ou o meu
velando um futuro impossível?

de que vale a alma
a raiz arrancada à força
o embate
o destino
de que nos valemos nós?

tenho amor
amor de sobra
amor que basta
e corrói

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?

E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?"

(Olavo Bilac)