todas as preces
bateram à porta
nada menos
do que se espera
tão maior que a nossa luta
todo o meu silêncio naufragou
poderia ter sido o tempo
poderiam ter sido os gritos
fomos nós
tão maiores que a nossa história
megulhamos
em tudo o que há pra ver
a deriva
de tudo que nos é vivo
eterno o oceano
tão pequeno nosso barco
navegamos
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Há de vir o dia em que se diz adeus
em que chegar é também partir
o dia em que se percorre
o infinito fim
talvez haja silêncio
e a fé se faça ouvir
talvez haja tempo
e o espaço será grande
se eu não souber mais
nesse dia que se encaminha
falar a tua língua
reconhecer a tua face
lutaremos de novo
talvez teimem as memórias
e qualquer falha será saudade
mas há de vir o dia
em que amanhecerão de novo
todos os dias guardados
talvez tarde o encontro
talvez sejamos eternos
e então não diremos adeus
em que chegar é também partir
o dia em que se percorre
o infinito fim
talvez haja silêncio
e a fé se faça ouvir
talvez haja tempo
e o espaço será grande
se eu não souber mais
nesse dia que se encaminha
falar a tua língua
reconhecer a tua face
lutaremos de novo
talvez teimem as memórias
e qualquer falha será saudade
mas há de vir o dia
em que amanhecerão de novo
todos os dias guardados
talvez tarde o encontro
talvez sejamos eternos
e então não diremos adeus
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