“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Há de vir o dia em que se diz adeus
em que chegar é também partir
o dia em que se percorre
o infinito fim

talvez haja silêncio
e a fé se faça ouvir
talvez haja tempo
e o espaço será grande

se eu não souber mais
nesse dia que se encaminha
falar a tua língua
reconhecer a tua face
lutaremos de novo

talvez teimem as memórias
e qualquer falha será saudade

mas há de vir o dia
em que amanhecerão de novo
todos os dias guardados

talvez tarde o encontro
talvez sejamos eternos


e então não diremos adeus

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