Numa cadeira de balanço
A tarde passa
E você ainda fala
Alguma música antiga
Lembra
Não poder esperar
O Silêncio certeiro
A pontaria grosseira
Um dia que nunca chega
Um retrato de nós dois
O mesmo encanto
Do que teima
E não dissipa
A mesma manhã mal dormida
Em recomeçar
O cansaço na pele
A ânsia nos olhos
Orbitando o amargor
De quem deixa de aguardar