“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 13 de agosto de 2017

Não vem

Numa cadeira de balanço
A tarde passa
E você ainda fala

Alguma música antiga
Lembra
Não poder esperar

O Silêncio certeiro
A pontaria grosseira
Um dia que nunca chega
Um retrato de nós dois

O mesmo encanto
Do que teima
E não dissipa
A mesma manhã mal dormida
Em recomeçar

O cansaço na pele
A ânsia nos olhos
Orbitando o amargor
De quem deixa de aguardar

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