Quase como se falasse a verdade
A minha fala era rota
Como se houvesse
Vivido demais
E os olhos notavam
Ocupava as linhas
Mas eu não escrevia do medo
Eu não conhecia a alma
Todos os meu segredos sangram
E a minha palavra rompe
Dentro e fora
Em algo feio
Em alguma raiz amarga
Nas memórias cruéis
As minhas paixões
Tenham ido
Longe demais
E um senso de ser escrava
Do erro que me trouxe
Até aqui
O antes ou o agora
De uma mulher que carrega
peso em demasia
E dores rebeldes
em um ato heróico
de pura teimosia