A minha palavra era crua
Quase como se falasse a verdade
Quase como se falasse a verdade
Depois
A minha fala era rota
Como se houvesse
Vivido demais
A minha fala era rota
Como se houvesse
Vivido demais
O que o corpo via
E os olhos notavam
Ocupava as linhas
Mas eu não escrevia do medo
Eu não conhecia a alma
E os olhos notavam
Ocupava as linhas
Mas eu não escrevia do medo
Eu não conhecia a alma
Agora
Todos os meu segredos sangram
E a minha palavra rompe
Dentro e fora
Em algo feio
Em alguma raiz amarga
Nas memórias cruéis
Todos os meu segredos sangram
E a minha palavra rompe
Dentro e fora
Em algo feio
Em alguma raiz amarga
Nas memórias cruéis
Talvez fora dessas linhas
As minhas paixões
Tenham ido
Longe demais
As minhas paixões
Tenham ido
Longe demais
Nas noites existe uma culpa
E um senso de ser escrava
Do erro que me trouxe
Até aqui
E um senso de ser escrava
Do erro que me trouxe
Até aqui
Pouco importa
O antes ou o agora
De uma mulher que carrega
peso em demasia
E dores rebeldes
O antes ou o agora
De uma mulher que carrega
peso em demasia
E dores rebeldes
Quase como se precisasse existir
em um ato heróico
de pura teimosia
em um ato heróico
de pura teimosia
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