“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 27 de janeiro de 2018

Herói

A minha palavra era crua
Quase como se falasse a verdade

Depois
A minha fala era rota
Como se houvesse
Vivido demais

O que o corpo via
E os olhos notavam
Ocupava as linhas
Mas eu não escrevia do medo
Eu não conhecia a alma

Agora
Todos os meu segredos sangram
E a minha palavra rompe
Dentro e fora
Em algo feio
Em alguma raiz amarga
Nas memórias cruéis

Talvez fora dessas linhas
As minhas paixões
Tenham ido
Longe demais

Nas noites existe uma culpa
E um senso de ser escrava
Do erro que me trouxe
Até aqui

Pouco importa
O antes ou o agora
De uma mulher que carrega
peso em demasia
E dores rebeldes
Quase como se precisasse existir
em um ato heróico
de pura teimosia

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