alguns correndo
outros sofrendo
um dá esmola
mil pedem perdão
dez a vida consola
o resto sonha em vão
quem espera não vive
dá respaldo à solidão
se te falta uma parte
reparte
se perdeu uma parte
faz arte
uns exageram
outros nem sabem
pessoas guardam segredos
pessoas fogem dos medos
alguns estão sóbrios
outros salvam-se
de si próprios
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
faço falta
falta alma
tanta calma
sobra palma
esperando face
falta dia
tanta noite
sobra olhar
esperando luz
falta tanto
um canto
falta encanto
tanta calma
sobra palma
esperando face
falta dia
tanta noite
sobra olhar
esperando luz
falta tanto
um canto
falta encanto
para
canta p'ra mim
sem que eu peça
empresta um sorriso
talvez de graça
sorri p'ra mim
ainda que eu impeça
vivo com pressa
talvez dê graça
diz p'ra mim
mesmo à toa
ainda que doa
sem que eu peça
empresta um sorriso
talvez de graça
sorri p'ra mim
ainda que eu impeça
vivo com pressa
talvez dê graça
diz p'ra mim
mesmo à toa
ainda que doa
tudo bem
está aí mais um dia
somado aos outros
tantas contas
contos
desencontros
eis aí outro dia
sem motivo
terminou
sem aviso
deixou ao menos
um sorriso
e virá outro dia
e aí o silêncio
e aí o espaço
e aí o vazio
e ai de mim
somado aos outros
tantas contas
contos
desencontros
eis aí outro dia
sem motivo
terminou
sem aviso
deixou ao menos
um sorriso
e virá outro dia
e aí o silêncio
e aí o espaço
e aí o vazio
e ai de mim
palavras - entre tapas e beijos
É preciso honrar as palavras para que elas honrem seu intuito. Não importa o tom ou a sutileza com qual foram ditas, mas sim que ambos sejam dignos de sua réplica - e dos efeitos da própria.
Quem arrisca dizer, deveria saber arriscar também o que vem adiante: ouvir. Quem não sabe o que diz, deveria considerar o silêncio. Palavras não terminam aonde começam, vão além. Percorrem distâncias inimagináveis, deixam heranças incálculaveis, causam danos irreparáveis.
Quem arrisca dizer, deveria saber arriscar também o que vem adiante: ouvir. Quem não sabe o que diz, deveria considerar o silêncio. Palavras não terminam aonde começam, vão além. Percorrem distâncias inimagináveis, deixam heranças incálculaveis, causam danos irreparáveis.
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
enfim
solidão acalma
tem hora
sem hora
depois
agora
solidão tranforma
tudo
nada
qualquer causa
vira pausa
só
só
estou a sós
tem hora
sem hora
depois
agora
solidão tranforma
tudo
nada
qualquer causa
vira pausa
só
só
estou a sós
terça-feira, 15 de junho de 2010
assim
irreversível revertério
você esquecendo
eu inventando mistério
duas faces
você suporta minhas fases
eu repito suas frases
é um universo
imerso
em cada verso
você esquecendo
eu inventando mistério
duas faces
você suporta minhas fases
eu repito suas frases
é um universo
imerso
em cada verso
esquece
fim não existe
a vida vive no começo
o final é adereço
simpatia por covardia
nada acaba
nem interrompe
as linhas não se cortam
ainda vão e voltam
é fraco ou forte quem desiste?
certeza não persiste
sempre morreu de véspera
o nunca foi criado
pra não vender fiado
a vida vive no começo
o final é adereço
simpatia por covardia
nada acaba
nem interrompe
as linhas não se cortam
ainda vão e voltam
é fraco ou forte quem desiste?
certeza não persiste
sempre morreu de véspera
o nunca foi criado
pra não vender fiado
então
é um engano
e vou fingir que não
desenganos são cruéis
desencontros são sutis
é uma mentira
sátira sádica
mentira que presta
é metade verdade
trato de não esquecer
mas pára de escrever
o seu nome em mim
como se eu não me pertencesse
nem isso tivesse fim
e vou fingir que não
desenganos são cruéis
desencontros são sutis
é uma mentira
sátira sádica
mentira que presta
é metade verdade
trato de não esquecer
mas pára de escrever
o seu nome em mim
como se eu não me pertencesse
nem isso tivesse fim
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
despropósito
invadiu minha casa
pintou as paredes
escreveu minha poesia
não leu minhas palavras
fez abrigo do meu teto
fez sustento pro seu ego
fez confusa a certeza
e nunca quis ficar
pintou as paredes
escreveu minha poesia
não leu minhas palavras
fez abrigo do meu teto
fez sustento pro seu ego
fez confusa a certeza
e nunca quis ficar
terça-feira, 8 de junho de 2010
aposto exposto
simples confuso complicado
velho novo desgastado
dia noite mês e hora
se você for, não demora
ausente recente crescente
inconstante instante bastante
completo complexo sem nexo
vai, não sei o que dizer
fica, digo o que você quiser
absurdo óbvio duas palavras não rimam
a mim expostos dois opostos combinam
veemente incoerente
você eu
igual e diferente
ontem hoje aqui agora
eu você
tudo mais vai embora
velho novo desgastado
dia noite mês e hora
se você for, não demora
ausente recente crescente
inconstante instante bastante
completo complexo sem nexo
vai, não sei o que dizer
fica, digo o que você quiser
absurdo óbvio duas palavras não rimam
a mim expostos dois opostos combinam
veemente incoerente
você eu
igual e diferente
ontem hoje aqui agora
eu você
tudo mais vai embora
sexta-feira, 4 de junho de 2010
cacos
a gente
sente
assente
entende
atende
chora
alguma hora
ora
a vida
passa
peca
a beça
peça
acaba
a vida
vidra
vidro
quebra
sente
assente
entende
atende
chora
alguma hora
ora
a vida
passa
peca
a beça
peça
acaba
a vida
vidra
vidro
quebra
terça-feira, 1 de junho de 2010
visão
os olhos vêem
ou são vistos
choram
e sabem sorrir
são voz
a fitar
silêncio
a falar
o olhar padece
quando a alma carece
olha com os olhos
olha nos olhos
escuta
não feche os olhos
ou são vistos
choram
e sabem sorrir
são voz
a fitar
silêncio
a falar
o olhar padece
quando a alma carece
olha com os olhos
olha nos olhos
escuta
não feche os olhos
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