“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

terça-feira, 2 de abril de 2013

cortina

as palavras amigas
hoje amanhecem tortas
azedas
passadas 

tudo parece
e no entanto
nada é

silencio

os vários ensaios cansam
em todo teatro há vaias
não as ouço

os rostos sorriem perfeitos
e há muito a ser feito
os rostos não param

silêncio

roteiro fútil
poema besta 
protesta ou envaidece?

os defechos óbvios
hoje entardecem 
renovam-se

encontra-se tudo 
e no entanto
nada está presente

aplausos

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mas eu

Um adeus atrás do outro, nunca me permiti longas despedidas. O adeus pede perdão e a saudade só exige coragem, mas eu sempre tive medo. O caos, tão sólido e constante, cedeu. Eu sempre fui fora de hora...quem apostaria a hora de voltar? 
Minhas frases soltas refletem o que eu nunca soube fazer - dos pedaços o todo. O silêncio ditou todas as escolhas e a distância fez tudo parecer melhor. 
Trancas, chaves, caixas, tudo aqui. Nunca coube mais ninguém.