“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

terça-feira, 2 de abril de 2013

cortina

as palavras amigas
hoje amanhecem tortas
azedas
passadas 

tudo parece
e no entanto
nada é

silencio

os vários ensaios cansam
em todo teatro há vaias
não as ouço

os rostos sorriem perfeitos
e há muito a ser feito
os rostos não param

silêncio

roteiro fútil
poema besta 
protesta ou envaidece?

os defechos óbvios
hoje entardecem 
renovam-se

encontra-se tudo 
e no entanto
nada está presente

aplausos

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