o silêncio se faz
quando é constante
estar aos pedaços
eu já não sei dizer
dos cacos
qual parte fica
se algo de fato
vai
não há outro jeito
talvez não haja fim
enquanto reste
qualquer esboço inteiro
é preciso quebrar
fazer do que dói
um vento
reduzido a pó
uma memória perdida
resquício no ar
talvez o amor seja a quebra
a dobra
o começo do fim
uma parte perdida
desde o princípio
feita de propósito
vagando só
de encontro ao que é frágil
e ainda acredite
em resistir
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