“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 20 de janeiro de 2018

Presente

quero mais
do meu corpo e do seu
despertando breve
e dizendo da dor

saber do que sangra
e se perde
o que se ouve
falando de amor

em algum lugar da memória
e do agora
partes minhas
se rasgam iguais
mas os pedaços finais
destoam idênticos
como se nunca houvesse
origem

a minha teimosia
arde
e procura infinita
outros corpos febris

em algum lugar do mundo
existe amanhã
uma outra boca
que diga sem querer
uma alma cansada
tão perdida quanto o tempo
com um querer de encontro ao meu
 rompendo-se a toa
e nascendo sem jeito

Nenhum comentário:

Postar um comentário