por que é que asas batem no céu
e os mesmos corpos ocupam o chão
e perco a força
tão bruta e minha
tratando de desaparecer
e se eu jogasse fora
todo esse caos
sumiriam os meus erros
e a minha voz
e se tudo não passou
de um sonho
talvez eu não saiba acordar
e as noites se repetem
até que já tenham sido escritas
todas as ideias tolas
vagando pelo meu vazio
até que esqueça os motivos
ou o cansaço vença
faltam escolhas
e sonhos
mas o fim dispara
sereno e pontual
asas, céus e infernos
e o corpo a acordar
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