“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

sábado, 5 de agosto de 2017

Manhã

por que é que asas batem no céu
e os mesmos corpos ocupam o chão

e perco a força
tão bruta e minha
tratando de desaparecer

e se eu jogasse fora
todo esse caos
sumiriam os meus erros
e a minha voz

e se tudo não passou
de um sonho
talvez eu não saiba acordar

e as noites se repetem
até que já tenham sido escritas
todas as ideias tolas
vagando pelo meu vazio

até que esqueça os motivos
ou o cansaço vença
faltam escolhas
e sonhos

mas o fim dispara
sereno e pontual
asas, céus e infernos
e o corpo a acordar

Nenhum comentário:

Postar um comentário