“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 30 de julho de 2017

Na hora

por algum motivo
o meu futuro desenhado
vivia estendido pelo caminho
e nunca houve dúvida
sobre a cor mais viva

sei que o fim
pode ensaiar um mar
e tirar uma parte
que não existia
como se a vida começasse
no exato momento
do despertar em agora

sem saber
contei uma história
que se desdobra em mil pedaçoes
sonhei os sonhos que doeram mais
pensei estar cega
quis estar longe
mas antes de acordar
uma única visão
se dizia verdade

as minhas perguntas no escuro
as minhas orações em tempo
nada se atrasa
enquanto a voz
a prece
o amor
e a alma no corpo
souberem de si

passado
presente
futuro
limites frustrados
tudo o que existir
na verdade
vem depois
e nem sempre enquanto
estivermos aqui

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