“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 8 de dezembro de 2013

em frente

nunca se parte sozinho
há sempre a voz, o rosto, o olhar
a culpa por pertencer
o perdão pelo adeus

a ida precoce
nunca se está sozinho
a saudade não existe
existe o nome que nunca morre
a voz que chama pela volta
a perda em todo o espaço
o foco em cada momento
milhares, matizes

o infinito existe
e nele estamos todos
eternos, vazios
cegos, surdos
amantes
amores

nunca há fé sem amor
e existe tanto amor
que é preciso esquecer

preciso lembrar
o seu olhar ainda olha
em cada canto seu
aprendi que tudo se divide
nunca acabamos de verdade

em cada silêncio seu
a paciência de amar
a ausência dos limites
uma promessa diária
em pertencer ao que se é

nunca há fé sem amor
e eu te amo tanto

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