Acreditar no que eu não conhecia foi escrever um mapa do que preciso entender. Escolher todo dia sentir a mudança, assistir a ausência crescer. Os meus erros, as minhas memórias, a minha saudade.
Eu sei o que eu fiz doer. Sei aonde se encaixa o silêncio, as coisas que eu não consigo dizer.
Eu sei que talvez o perdão não venha, que talvez tenha começado errado.
Mas ainda há tanto que eu gosto de ver. As fotos, as cartas, todas manchadas pelo controle que eu perdi. Minha culpa, toda a minha culpa - tudo culpa minha.
A culpa é sobre a consciência do direito que nunca tive. De tudo que eu tomei sem perguntar, do que eu exigi por segurança. A culpa é sobre saber que é impossível estar seguro. "Perdão, eu não sabia.", "Eu quero recomeçar.", "Quero apagar quase tudo.". Ninguém nos perdoa como nós mesmos.
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