o sentido
em caminhar de verdade
nem sempre é presente
nem sempre é linha reta
mas por curvas e lástimas
há ainda o alívio
daquele algo que persiste
e a calmaria
em caminhar pelo conforto
nem sempre mente
mas o atalho esconde partes
de uma estrada inquieta
em que é preciso se encontrar
é preciso se perder
no que habita o breu
no que consiste o limbo
em cada erro
encontrar na inconstância
o eixo das memórias
a certeza dos reparos
quando se caminha de verdade
o medo é absoluto
a dúvida é lei
a dor, constante
a chegada não existe
tampouco existe a coroa
de quem reina sobre si
resta o olhar obstinado
a nunca obedecer
vencer a estrada
é ainda pisar a beira
do abismo em que se mora
com a certeza de nunca ceder
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