“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Noite

Eu via os sinais mudarem
De cor
Vagavam poucas pessoas
Em algum lugar
Havia um abraço

Artifícios voavam então
Pelo céu da minha varanda
Esse era o meu reino
Onde eu via tudo passar

Eu notei os sinais mudarem
De jeito
Monstrando de novo
A rainha
Da solidão

A coroa era feita de fogo
Refletia um caminho
Além dessa corrente fraca
Não atravessa meu rio

Alguém descalço se encontra
Parado no meio da rua
Pode ser que escutemos
Os mesmos tambores

Os sinais entoam
O mesmo eco
Meu corpo errante
Meu império

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