“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Verão

Os dias tornam a crescer
E as noites curtas demais
Reaparecem
Nessa antiga ausência
Desde o último sol que se pôs

Se eu dissesse quando
Jamais diria agora

Mas o nome
O calor
E o suor
Vem a noite
E durante o dia
Em sonho

Como o diabo
Atentando a mente
Ateando fogo
Ao que já não sabe queimar

Os corpos
E o que houve
Ecoam
Que diabos
É esse tempo
Que não passa

E essa paixão
Que nada mais é
Além de história
Mal contada
E vivida
Covarde e vadia
Pequena
Sem fim

De repente a volta
Se dá num segundo
Em outras ideias
Como um vício
Os passos, as mãos
As roupas no chão
Noites torpes em claro

E se eu dissesse quando
Tudo mais calaria

E de todas as perdas
Pouco importa a solidão
Na lei sem nome
Do que nunca se explica

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