Às margens do rio
Uma alma torpe
Diz adeus
Na ânsia do encontrar
A minha palavra se desfaz
Negra
Banhada em prata
Insolente
Calada
Escuto
O que implora
E a culpa dessa promessa
É minha
Se eu pudesse
Cada pedaço são
Seria algo dado
E todo outro eu
Seria algo que importa
Mas a minha voz
Sabe uma ciência
E quer falar de amor
Irremediável
Queria dizer
Melhor
Ser além
Desse mesmo antigo mal estar
Que iguala os rostos
E mata o corpo
Um dia de cada vez
De um poder pequeno
Vulgar
Tão cansado
De perecer
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