se os mesmos pares de olhos
encaram o mesmo céu
as estrelas conhecem segredos
velados todas as noites
e os lábios que sussurram
contam em prece um pedido secreto,
o céu assiste todos os dias
a um passado caindo em si
um sino ressoa ao longe
tilintar de brindes inaudíveis
num banquete estelar
aonde se arremessam
todos os dados
aonde se cruzam
todos os universos
e a paz de todos os desfechos dorme
como se nada dependesse do acaso
e ensina as estrelas
que não se encantem
pelo uníssono da oração
pois os olhos refletindo as estrelas
carregam com zelo antigo
a mais singela agonia
em assistir o final
do que vive todos os dias
terça-feira, 5 de setembro de 2017
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