“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Novo

não se apegue
às coisas bonitas

ao lado da cama
ou uma memória
tão perto

não é preciso lembrar
há dentro de nós
tudo o que finda
e algumas coisas
não devem permanecer

é preciso vir primeiro
assistir o amanhecer
deixar-se ir

há sempre algo mais
dentro do adeus

há um rosto novo
que recorta o passado
como se lembrasse
de mim
 e soubesse
eu preciso rir
outra vez


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