Pra onde vai
Tudo o que se perde
No vão da noite
No breu da dúvida
A fumaça sob a luz
Escreve no ar
O perdão e a memória
Exalam nostálgicos
Desprendem a lembrança
Exausta, adormecida
Do canto da mente
Como um esboço sem fim
É a prática do esquecer
O começo é o medo
De perder o que dói
E não sentir de novo
Qualquer resto de céu
Até que o cansaço aumente
E nada mais se escreva
E as coisas perdidas
Descansem
Desmemoriadas
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