As coisas que dizemos
Ao cerrar dos olhos
Dos lábios
E do som
Perduram
Entre duas vidas
Que nunca dizem adeus
Sobram dúvidas
Que repetem
E como espelho
Devolvem a vista
Mas não revivem sonhos
Tudo o que eu sou
Veio da memória acesa
Pela coragem dos seus passos
Hoje distantes
E sempre inconsequentes
Se eu não acreditasse
Jamais saberia
E seguiria o mesmo rumo
Você levou o que era raso
Mas tocou muito mais
A sua ida é verdade
Que silêncio nenhum anuncia
Algumas histórias
São feitas de paz
Algumas outras
São apenas vazias
De luta ou de glória
Talvez nenhuma sobreviva
Mas vivem, todas,
De toda e qualquer maneira
[Amor nenhum
Pede trégua
Enquanto fala]
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