“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Sobrevida

As coisas que dizemos
Ao cerrar​ dos olhos
Dos lábios
E do som
Perduram

Entre duas vidas
Que nunca dizem adeus
Sobram dúvidas
Que repetem
E como espelho
Devolvem a vista
Mas não revivem sonhos

Tudo o que eu sou
Veio da memória acesa
Pela coragem dos seus passos
Hoje distantes
E sempre inconsequentes

Se eu não acreditasse
Jamais saberia
E seguiria o mesmo rumo
Você levou o que era raso
Mas tocou muito mais
A sua ida é verdade
Que silêncio nenhum anuncia

Algumas histórias
São feitas de paz
Algumas outras
São apenas vazias
De luta ou de glória
Talvez nenhuma sobreviva
Mas vivem, todas,
De toda e qualquer maneira

[Amor nenhum
Pede trégua
Enquanto fala]

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