É como algo que nunca muda
um dia que não acaba
o sol virando lua
uma dor insone
um sorriso eterno
uma hora no relógio
a vida olhando as horas
um abraço repetido
até caber no sorriso
até morar na memória
uma marca impressa
ou a ruga no rosto
um adeus mudo
que nada quer dizer
para as almas o encontro é um só
um canto de aleluia
solitário, une todos os sopros
da vida e da perda
em todos os lábios
sem tradução
uma tela a exibir
essa glória não de outros
mas de todos os tempos
em que houve a comunhão
da alegria confessa
em estar aqui
puro, agradece
como criança, não dorme
quando é a hora explode
em mil cores e formas
enraizado, multiplica
(num zelo tão antigo,
nato e sagrado)
e dos seus próprios frutos
renasce.
(O amor é uma história contada em segredo
até que floresça em jardim
é, no íntimo de si, fecundo e sereno
em tudo que toca, está
a todos enxerga iguais
mestre de todo destino,
por ironia e ausência de acaso
jamais encontra descanso).
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