“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

terça-feira, 20 de junho de 2017

No vento

Talvez eu já soubesse
Que você não viria
Ou que ninguém chegaria
E andaria pela tormenta
Quando é preciso ter força
Algumas coisas desaparecem

Quando olho pra trás
Vejo os pingos de um passado
Que não para de chover
As nuvens e trovões distantes
Rugindo em despedida
Talvez a minha força
Tenha sempre sido
Uma história de adeus

Quando se tem toda certeza
E se envia todas as cartas
Resta o raio que parte
A saudade na garganta
O peso nas pernas
Impedidas de voltar
Restam as luzes na estrada
Como um bater de asas

Talvez eu já soubesse
Antes, depois ou enquanto
Houvesse você
A partida seria como espera
Sempre prestes a chegar

Ainda que eu implorasse
Por tempo e por pouco
O meu começo é o céu
Paixão alada ao vento
Quando é preciso viver
Meu instinto é voar

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