As perguntas que eu faria
Ecoam como grito
E o arrepio da hora
Sabe ser tarde
É receio, enfim
Não encontrar o caminho
De volta
Ou pra fora daqui
A minha velocidade
Sempre borrou a visão
De algo maior
E me salvou desse abismo
Eu teria pulado
E a neblina mentia
Como a sua língua
Não mereço a verdade
Ou a raiva
E a causa se confunde
Com promessa nenhuma
A razão era outra
E o segredo de nada valia
Como prova de afeto
Eu não sei
E por não saber
Minhas mãos apoiam a face
Em pálido desespero
Antigo e apático
Como a pergunta e o relógio
Que não para de gritar
O tempo fala
E por mágica ou maldição
Tudo mais faz silêncio
Quando surge a sua voz
A sanidade perdida
A fé que se esvai
Não existem pedidos
Não faço desejos
O que procuro
Jaz intacto
Em algum lugar longe
Numa terra inteira
Desde que parti
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