é uma sina óbvia
que todas as minhas mentiras
ganhem vida
e me provem o mesmo
todos os dias
a cidade fantasma
do quarto vazio
da taça sob a mesa
da fome sem fim
nada se ouve
além da incerteza
no chamado dos nomes
aqui não são ditas coisas bonitas
mas toda a realidade
como brasa na pele
imprime uma marca
além da chuva e do olhar
que cisma em vagar
aqui toda a culpa se distribui
em partes iguais de agonia
como sempre deve ser
o teatro dos erros
numa cortina que nunca cerra
não cessa jamais
essa sensação de futuro
é como um abraço sem remetente
uma prece sem voz
uma certeza sem sim,
ausentes o limite e o não
são razões óbvias
as pelas quais
o vazio permanece
todas as mentiras decoradas
de coração
contadas uma a uma
até que voem como abraço
ou pairem no destino
desmanchando meus hábitos
e como o verão
da minha insanidade
principiem algo a mais
e sirvam como razão
e selo
das minhas mentiras
endereçadas a mim
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