outros já disseram
do meu jeito de ser
solto e fugaz
a minha insensatez
já esperei
por limites e horas
mas vivi a tona
eu sempre soube nadar
recusei as juras
nunca me enquadrei
ou andei por onde
era claro
ouvi da minha surdez
e dos males
em ser sem mapa
e sem lar
hoje
faço as malas
e as pazes
com o fim
sei do que é exato
e além
noites e noites
vivi e brindei
os goles errados
agora
parto e sem demora
conto o tempo
em que aprendo
a correr
e a contar
o que passou
não falo o idioma
em que se diz adeus
mas traduzo
sem parar
essa saudade
sábado, 6 de maio de 2017
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