Tanto ainda vai se perder
Nessas ausências e temporais
Nessa visão de estar sempre
Aonde se quer
Tão longe é o destino
Quando andar a esmo
É carregar essa falta
E as promessas
Que ninguém cumpriu
Tanta espera
O amanhecer é cheio
Dos espaços em olhos perdidos
Em uma busca além do olhar
Que por vezes é bruta e finda
Tarde, tão tarde
Insiste em recomeço
Ainda muito é óbvio
Durante a noite
Enquanto durar
Essa saudade
Essa parte dormente
Lembra sempre de mim
Do pedido de sempre
Mesmo sem querer
No silêncio que continua
Ecoam tantas palavras
Não ditas e talhadas
Na parte de fora
De tudo que não se viveu
Iniciais de um nome
Lâminas nas mãos
De quem nunca disse adeus
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