todo o amor que desperdicei
carrego junto a mim
como a roupa que visto
todas as minhas mentiras
escritas em mim
como mapa
como a fome que sinto
não existe vida
depois desse caos
e todo dia
morro dos erros
e das ausências
na esperança que eu viva
ou sinta algo além
das ruínas
do chão que cede
ao fim do dia
já soube de gritos
e não acreditei
que alguém gritaria por mim
mas eu sempre ouvi vozes
e despedacei,
distraída,
o que era bom
mas na verdade
não era meu
e os destroços
do que eu não sentia
chegaram mais longe
porque tiveram olhos
e a coragem
de todo o amor que não dei
e agora
nada do que resta
é algo em que se acredite
as horas falam
e tudo que vive duvida
de um lado meu
que esteja aqui
a prece termina
outra vez
sempre
sempre
em partida
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