“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 30 de abril de 2017

De ouro

Sigo fascinada
Com o tempo
E seus ardis
Sob um sol que queima
E ilumina a volta
A todos os lares

Eu sei do meu coração
Que precisa crescer
E brilhar
Ser maior que os amores
Que a noite
Maior que a minha paz

A busca por um dia
Melhor ou pior
É uma jornada torpe
Maltrata o ego
Maldita a hora
Em que precisei caminhar
Mas no silêncio do céu
Encaro só
Os vazios e os tesouros
Que passaram
E continuam sem lugar

Temporal
Cabelos brancos
Longos
Sorrisos afogados
Jóias atiradas ao mar
Na esperança do tempo levar
O que não naufraga

No final de tudo
Nesse vendaval
Os olhos reluzem
E perdem de vez o fim
Os corpos e as almas
O tempo e o imortal
São pacto
De todos os destinos

Depois de tudo
Ao fim do caminho
Ainda há chance
De imensidão
Da visão do tempo
Do mais simples suspiro
De nada mais

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