sempre há algo falando mais alto
cortando a noite
como mensagem distante
algo novo e velho
como em sonho
o que se reconhece
estão aqui no escuro
os sons que não pausam
cada uma dessas cartas
são pedaços de um vidro que quebra
e sem endereço é entregue
à memória de um tempo
que nunca se esgota
são meus os estilhaços
e os sonhos que não falam
atiram-se e se sabem armas
contra a ausência que fica
e o infinito renascer
de uma única prece
acesa em vela
de uma sombra na parede
do segredo nos lábios
há uma voz em tudo
e uma única lei
a força presente
o reflexo da fé
esculpido em jura
a palavra dita
quando não havia fim
e tudo iria ficar
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