sôo como um tropego
margeando esse retrato
sigo aqui como velho poeta
que nada faz senão
brindar as margens desse amor sombrio
por tempos outrora
eu esqueço as palavras
na ponta
de mim
a língua já não fala
os lábios se esqueceram
como é que vim andando
sem saber o caminho
vivo hoje pelo que já não sei
apenas por morrer
e pra sempre acordar aqui
preciso me mudar
mas você está pelo mundo
como algo enterrado
cria raízes
dentro de mim
não tolero mais
um caso que se faz tão pouco
uma memória atroz
que estira-me ao chão
rejeito o seu nome
a sua história
você não conta
e eu já não sei seguir
apenas ergo a taça
nesse brinde que roda
ciranda
e esnoba
a todos os nós
que eu desatei
desato em lágrimas
como seguir
se já não vejo
nada
senão o fim
desisto
e já herdei de ti
o que insisti em mudar
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