“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

magia

não quero ler o que escrevo
e o desgosto só faz crescer
pois é o seu rosto
e o seu gosto
nesse verso teimoso
desgraçando em ódio

em te amar
como quem caminha rebelde
por um caminho intacto
manchado daquelas noites
em que eu gravei
cada detalhe torpe
em que senti o toque
das suas mãos
que logo iriam

a sofrer
efeito de você
desse romance insano
que dia ama
dia sucumbe
de maneira a perder
o juízo
e aquela calma
com que te descobri

não venha mais aqui
se tiver que partir
a mim
e ao que ficou
já não sou inteira
pra que me dividas
em pedaços de nós dois

não volte
a tua volta não é sonho
é o silêncio que assusta
tanto quanto o medo que sinto
de não sentir mais
o medo em ti

confesso
como em prece
que insiste em pedir
em quebrar esse feitiço
 de adeus

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