“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 9 de julho de 2015

fogueira

meus olhos são escuros
tanto quanto o passado
a ausência é como a morte
nunca estive tão viva

a dor é como a mentira
não sinto alguma
a inércia é como sono
nunca me movi tanto

o lugar é novo
e reconheço cada canto
nunca estive perto
de um espelho tão perfeito

toda viagem precisa de um destino
quando não se sabe aonde ir

como quis abrir a porta
e perder a chave
hoje a casa está em chamas

acendi todos os fósforos

Nenhum comentário:

Postar um comentário