“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

quinta-feira, 9 de julho de 2015

asas

por maior que seja a cela
percebe-se o cárcere
o peso
em pertencer

algemas são óbvias
difíceis de camuflar

em verdadeiras prisões
a sanidade esvai
por entre as grades

alguns pássaros cantam
ainda em gaiolas

a alguns o mundo assusta menos
quando os limites se fazem precisos

a mim foram fechados os portões
e desde o princípio
os muros pareciam altos demais

já do lado de fora
tudo é maior que eu
e a vida não se faz em regras

não escapei
quando pertenci somente a mim
não foi preciso achar a chave

Nenhum comentário:

Postar um comentário