Quem é que não precisa ser visto?
Talvez desejar ser, de si, um pouco mais
Esquecer da força dos outros,
das memórias alheias.
Personifico vitórias,
sem saber se lutei.
Por vezes lembro-me que estive lá
Não é que me arrependa
mas poderia ter estado como quem veio.
Pois bem,
fui como quem fica.
Essa derrota vivo por inteira,
cada vez que não escuto novamente
o que em mim falou mais alto.
Onde estive enquanto olhava tanto pra você?
Não lembro bem das últimas palavras,
ou se era eu quem as dizia,
se algum dia tive voz.
O que costumava dizer?
Não é que hoje eu talhe em mim crônica qualquer
de anos que pareceram bons,
mas já não sinto marcas,
essa pele lisa que habito
não o é somente por perdão.
É como se não soubesse quem é
ou quem um dia esteve aqui.
Perdôo a mim,
aos autores de muitas delas,
mas não a ela,
por exibir-se como nova
Por cansaço ou solidão.
Não sabe ela que não há outro passado,
outra maneira de voltar?
Que preciso de toda aquela dor
que insistiu em não doer mais?
Não como batismo ou prêmio,
mas como quem precisa estar,
como um todo,
dentro de si.
"And in the dark, I can hear your heartbeat
I tried to find the sound
But then it stopped, and I was in the darkness,
So darkness I became "
sábado, 30 de maio de 2015
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