É óbvio que existem corações quebrados. Cruzamos com eles todos os dias. Mas ninguém fala sobre os corações inertes, pesados, perdidos no tempo. Alguns de nós esquecem, alguns lembram. Como doses diárias de um remédio que nunca cura. Há tempos atrás eu desejaria um recomeço, novas lembranças. Hoje desejo o alívio.
Lembrem os homens que foram embora, as mulheres cruéis. Lembrem dos gritos, das risadas. Lembrem da perda, do vazio. Mas deixem que eles sigam. É impossível não lembrar, mas reviver toma todo o tempo em que deveríamos viver.
Alguns de nós de fato tentaram. Outros precisam muito lembrar que estavam certos. Mas a vida acontece nos longos momentos em que nossas falhas aterrissam no meio sala, repousam na cama junto a nós, sentam-se conosco ao longo de um dia difícil. A vida acontece quando essas falhas passam a fazer parte de nós, até que o esforço nos traga o dia da despedida. Quando sabemos que seremos melhores quando nos escontrarmos novamente.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário