“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Finais

Somos cegos para a hora do adeus
E desesperados por uma saída

Todos os castelos são feitos
Das mesmas pedras
De torres que desmoronam
Todos os dias

Continuar é uma jornada
Refazer os próprios passos
É a revolução
E a prece no escuro
De uma luz que se apaga todos os dias

Histórias breves são caminhos
E escrevem recados
Mas a parte maior vence
E sempre encontra chegada
Em tantos outros lares

Vagamos sempre em busca de fim
Desfechos e espaços e pontos
Sem saber da parte acesa e viva
Queimando como verdade:

Vivemos
Intermináveis.

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