Somos cegos para a hora do adeus
E desesperados por uma saída
Todos os castelos são feitos
Das mesmas pedras
De torres que desmoronam
Todos os dias
Continuar é uma jornada
Refazer os próprios passos
É a revolução
E a prece no escuro
De uma luz que se apaga todos os dias
Histórias breves são caminhos
E escrevem recados
Mas a parte maior vence
E sempre encontra chegada
Em tantos outros lares
Vagamos sempre em busca de fim
Desfechos e espaços e pontos
Sem saber da parte acesa e viva
Queimando como verdade:
Vivemos
Intermináveis.
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