“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

segunda-feira, 17 de abril de 2017

além

todas essas linhas
me traem
e seguem rindo

riem porque sou tola
e demoro demais

agora as coisas
voltam ao normal
e pouco a pouco
algo se perde
e eu esqueço
o caminho
esqueço de andar

eu nunca fui posse
ou concordei
eu jamais obedeci
mas já não ouço
nem a mim

 eu deixo
as coisas
os olhos
pra trás
eu torno os traços escuros
esqueço de amanhecer
e de nada nunca me bastar
eu vivo firme
mas não quero mais ser forte

quero o que tire tudo
de novo
o que me prove errada
e destrua de vez
essa história sóbria
e morna

até que não sobre nada

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