“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 15 de janeiro de 2017

faltam palavras
que expliquem quantas vezes
estive em lugares errados
em rumos perdidos
deixando o que fosse pra trás

o passado não passa
e revolve nossos erros
como maré inesgotável
de todos os meus erros
corrente como mapa
apontando aonde deixei de ir

o que eu fiz
ecoa
e rasga o vento
esses erros são adagas
até que eu salte
novamente
por ser o único final
bastante nesse mar

todos souberam
como mentira flagrada
da hora final
em que não se negavam os erros

quem é que enxerga os meus erros
quando há tanto submerso
o que emerge é mistério
quando tudo de mim
é naufrágio

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