eu desejei uma onda
com a força viva da corrente
pendendo sobre mim
a natureza corre
e não queremos ser selvagens
se houver escolha
não saberemos escolher
a culpa é complexa
o passado é extenso
e nunca há espaço
desejei coisas
que minhas mãos não poderiam amparar
as mãos respondem ao corpo
e corpo nem sempre pergunta
desejei um mapa
apontando o lugar certo
e se eu pudesse enxergar as direções
o ponto seria inútil
não encontro fim
por ausência ou perdão
estou longe
e imploro ainda
que eu possa ir
sem precisar carregar
esse eterno segredo
eu não sei aonde chegar
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