“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

domingo, 1 de novembro de 2015

mar

peço perdão pela hora
e todos parecem ir
sempre a algum lugar

perdão pelo meu ritmo lento
de quem espera a hora
pra não se adiantar

perdão pela minha fé
eu não tenho aonde ir
e preciso acreditar

mas quem disse
que algo mudaria

perdão
mas meu nome descansa
sem nunca pertencer a ninguém
todos vêem a superfície
e nela calculam suas medidas
ninguém percebe o oceano
ninguém percebe o nome
o nome que é meu
o meu oceano

perdoem-me os barcos
os cálculos perfeitos
de um futuro ilustre
perdoem-me
se minha voz não soou tão alto
quanto deveria
mas e se alguém
quisesse escutar

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