“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

terça-feira, 29 de julho de 2014

É tempo de dizer adeus a meu jovem coração. Os pesares amanheceram e jazem aqui com inocência. Chegou o dia em que não se ama pelo rubor da face, mas pela comunhão de uma vida, com suas máculas e rugas.
Chegou o dia em que se reconhece no outro sua própria história, quando ecoam no outro as palavras proferidas também por seus próprios pais. Chega o tempo em que se ama não pelo amargor das feridas, mas pelo perdão que vigora e restaura o amor com que se abraçam os amantes.
Chegou o dia de partir. De lembrar que os sonhos hoje são aqueles que conhecemos acordados. Hoje, tentamos caminhar com as mesmas pernas, como dois corações de compasso conjunto, entregues a uma melodia que durará enquanto conhecermos e incorporarmos as dores, os desencantos, as alegrias e as singularidades um do outro. Partimos juntos enquanto formos fortes o suficiente para vislumbrar o enorme horizonte sem nos deixar cegar pela força do tempo, mas fazendo dele o traço a desenhar a rota do nosso caminho.

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