aos dias que passam da mesma maneira
às dúvidas fixas
a quem me ensinou a verdade
concedendo-me amostra pura da dor
a quem quer que tenha apagado a luz
e quebrado as taças
quem hoje conta minha história?
quem hoje sonha com o que desconheço?
aos segredos que envelhecem
e que bebemos como veneno
caros
tão caros quanto uma vida
a se esvair pelos cantos
aos nós que atamos a cada silêncio
cada parte não dividida
por tantas vezes
a covardia vendida como vantagem
qual o destino da marcha?
qual o propósito da dança?
qual o pretexto da vez?
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