“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”

segunda-feira, 21 de julho de 2014

brinde

aos dias que passam da mesma maneira
às dúvidas fixas
a quem me ensinou a verdade
concedendo-me amostra pura da dor

a quem quer que tenha apagado a luz
e quebrado as taças

quem hoje conta minha história?
quem hoje sonha com o que desconheço?

aos segredos que envelhecem
e que bebemos como veneno
caros
tão caros quanto uma vida
a se esvair pelos cantos

aos nós que atamos a cada silêncio
cada parte não dividida
por tantas vezes
a covardia vendida como vantagem

qual o destino da marcha?
qual o propósito da dança?

qual o pretexto da vez?

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